
A General Motors (GM) segue com sua estratégia de eletrificação no Brasil e iniciou neste mês de junho a produção do Chevrolet Captiva EV na Planta Automotiva da Pace, localizada em Horizonte, na Região Metropolitana de Fortaleza, no Ceará. O modelo se junta ao Spark EUV e amplia o portfólio de veículos elétricos da marca fabricados no país.
O Captiva é vendido na China como Wuling Starlight S, e fabricado pela SAIC-GM-Wuling, a parceria que também é responsável pelo Baojun Yep, que aqui virou o Spark EUV.
Com a novidade, o Brasil passa a ser o primeiro mercado fora da China a produzir simultaneamente os dois SUVs elétricos chineses da Chevrolet. O movimento reforça a importância estratégica da operação cearense para a montadora, que é uma das poucas tradicionais levando sua própria marca ao concorridíssimo mercado de entrada.
A fabricação do Captiva EV marca uma nova fase da presença industrial da GM no Ceará, iniciada em dezembro de 2025 com o Spark EUV. Segundo a montadora, a estratégia segue uma lógica já adotada em outros mercados globais: aproximar a produção da demanda à medida que novas tecnologias ganham relevância comercial.
Vendas em alta
O desempenho dos modelos elétricos tem impulsionado essa expansão. Em maio, o Spark EUV assumiu a liderança entre os SUVs 100% elétricos mais emplacados do Brasil. Já o Captiva EV, lançado inicialmente como importado em novembro de 2025, liderou o segmento de SUVs médios elétricos até o primeiro trimestre de 2026.
No primeiro semestre deste ano, a Chevrolet alcançou a liderança do segmento de SUVs elétricos no Brasil, com cerca de 5 mil unidades comercializadas entre os dois modelos.
“À medida que a demanda evolui, temos condição de ampliar gradualmente a operação no Brasil, incorporar novos produtos e desenvolver novas capacidades. É assim que a GM construiu, ao longo de mais de um século, uma das maiores estruturas do setor automotivo no país”, afirmou Thomas Owsianski, presidente da GM América do Sul.
Qual será o novo eletrificado?
Durante o evento, Owsianski anunciou que a fábrica cearense ganhará um terceiro veículo ainda em 2026. Embora o executivo não tenha revelado qual será o modelo, fez mistério sobre uma novidade.
“O novo veículo será equipado com uma tecnologia inédita para a nossa marca no Brasil”, destacou.
O vice-presidente da GM América do Sul, Fabio Rua, explicou que a tecnologia já é conhecida em outros mercados, mas será uma novidade na produção nacional da empresa.
Aposta nossa? Não estamos arriscando a casa nisso, mas possivelmente se trate do Wuling Binguo, que é o modelo subcompacto da SAIC-GM-Wuling já vendido na Tailândia, Indonésia e Malásia. Ele tem diversas versões, mas uma acaba de ser anunciada, o Binguo Pro, vendido a partir de CN¥ 58.800 (~R$ 44,600). Mesmo dobrando o valor (que é o que geralmente acontece com modelos chineses aqui), sairia ainda imensamente barato.
E tem toda cara do mercado de entrada:

Esse modelo ou talvez um híbrido plug-in, já que o anúncio foi “eletrificado”, não “elétrico”. Aí são múltiplas as opções.
Consolidação do Ceará
Com isso, a unidade de Horizonte passará a reunir três veículos eletrificados em menos de um ano de operação.
A chegada do Captiva EV também terá impacto direto na geração de empregos. Segundo a Pace, o início da produção do modelo resultará em um aumento de aproximadamente 50% no quadro atual de colaboradores da fábricam qu conta com 90% do. Em uma futura fase de crescimento, a planta poderá dobrar sua capacidade de produção, alcançando até 50 mil veículos por ano.
A nacionalização do Captiva EV representa mais do que a ampliação do portfólio da Chevrolet. O movimento consolida o Ceará como um dos principais polos emergentes da indústria automotiva eletrificada brasileira e demonstra a confiança da GM no crescimento desse mercado.
A produção local reduz a dependência de importações, fortalece a cadeia de fornecedores e cria condições para ganhos de competitividade. A confirmação de um terceiro modelo eletrificado e a possibilidade de instalação de uma fábrica de baterias indicam que a estratégia da montadora vai além de atender à demanda atual, preparando a operação para um cenário de expansão da mobilidade elétrica no Brasil nos próximos anos.
Via: Chevrolet
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