
Nota 05/08/2026: números padronizados para os da Fenabrave.
A Bright Consulting e K.Lume Consultoria e a Fenabrave publicaram suas análises mensais de emplacamentos de julho de 2026, e elas trazen mudanças consideráveis em relação às edições anteriores.
A grande novidade fica por conta do número de elétricos puros (BEV) entre os novos carros entrando em circulação no Brasil: der acordo com a Fenabrave, seu número subiu a um recorde de 25.698 unidades, contra 21.012 em junho – um aumento de 22,3%, e um aumento anual de 270% em relação às 6.944 unidades emplacadas em julho de 2025.
Ainda pela Fenabrave, dos 265.695 veículos leves registrados no mês, 212.691 foram carros. Assim sendo, 12,08% dos carros emplacados em julho eram elétricos puros. Contando o número pífio de elétricos puros entre comerciais leves (80), temos 9,7% dos veículos leves como BEVs.
O fim do reinado do Dolphin Mini
E a segunda maior novidade é que o rei perdeu a coroa: após ser o carro mais vendido no varejo desde fevereiro e após ter mais de 60% das vendas de BEVs no Brasil, o Dolphin Mini foi superado. Por seu próprio “irmão mais velho”: o BYD Dolphin é agora o número um do varejo.
Estes são os mais emplacados de julho, por ordem de vendas no varejo, segundo a Bright:
| Modelo | Varejo | Total |
|---|---|---|
| 1. BYD Dolphin | 5861 | 6492 |
| 2. Geely EX2 | 5707 | 5898 |
| 3. BYD Dolphin Mini | 5537 | 7265 |
| 4. VW Tera | 4470 | 10165 |
| 5. Hyundai Creta | 4185 | 5880 |
Note que o Dolphin Mini não perdeu uma, mas duas posições – o segundo lugar para o arquirrival Geely EX2. Note também que o seu total de vendas na verdade subiu, não caiu, em relação a junho.
Em junho, o Dolphin Mini havia registrado 5.143 emplacamentos no varejo e 6.547 no total. Agora são 5.537 no varejo e 7.265 no total. O crescimento ocorreu principalmente nas vendas diretas, que representam agora 23,8% do total, aumentando de 1.314 unidades no mês passado para 1.728 neste: um vultoso aumento de 31%. É o único BEV com mais de mil unidades em venda direta e supera o Hyundai Creta nessa categoria.
O que aconteceu, assim, foi que o Dolphin Mini cresceu num segmento quase sem presença de elétricos, que é o das vendas diretas. Enquanto os rivais absorveram o crescimento no varejo.
A BYD também manteve seu posto de maior montadora no varejo, com 16.052 unidades, mas dessa vez terminando bem próxima da Volkswagen, que marcou 15.938.
A evolução da eletrificação no Brasil
Os números brutos da eletrificação em julho de 2026 são:
| Powertrain | Emplacamentos | % |
|---|---|---|
| BEV (Battery Electric Vehicle) | 25764 | 41,70% |
| PHEV (Plug-In Hybrid Electric Vehicle) | 19842 | 32,10% |
| HEV (Hybrid Electric Vehicle) | 9824 | 15,90% |
| MHEV (Mild Hybrid Electric Vehicle) | 5,797 | 9,40% |
| REEV (Range Extender Electric Vehicle) | 554 | 0,90% |
No gráfico abaixo, que cruza dados da Bright com os da ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico), é possível ver o crescimento mensal dos eletrificados no Brasil.
Note como a curva se acentua neste ano, e o crescimento é quase todo nas categorias plug-in (BEV, PHEV e EREV).
A BYD e o mundo
Se a BYD não tem o que lamentar com a “perda do título” do Dolphin Mini para seu próprio carro, ela também tem boas notícias internacionalmente. Em julho, ela celebrou um aumento de 22% nas vendas totais, após um começo de ano duro, por conta da queda nas vendas na China. Esse crescimento foi impulsionado pelas suas vendas no exterior, e um dos países mais relevantes nelas é o Brasil.
Na semana passada, saiu a notícia de que o Brasil havia se tornado o maior importador mundial de carros chineses. 87% desses veículos são eletrificados, e a maioria é de elétricos puros. Assim, esses números precisam ser interpretados como um cenário no qual os chineses crescem desimpedidos, porque os fabricantes tradicionais não oferecem o mesmo produto (salvo por meio de seus parceiros chineses).
Atualizado em 05/08/2026 18h: números padronizados para os das Fenabrave.


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