Volante de um carro Volvo visto em close-up, com acabamento em couro preto e o logotipo circular da Volvo em cromado ao centro
Volvo | Clayton Malquist | Unsplash

A Volvo anunciou o maior plano de expansão de produto em seus 99 anos de história, com 13 novos modelos até 2030, incluindo sete carros para mercados ocidentais. Entre eles, estão previstos um SUV elétrico do segmento D para os EUA e, na Europa, uma linha completa de BEVs com “novos tipos de carroceria baixa e alta”, sugerindo o retorno de sedãs e peruas às suas raízes tradicionais.

Os modelos ocidentais usarão as arquiteturas SPA2 e SPA3 e a plataforma de computação HuginCore, oferecendo opções de propulsão BEV, PHEV e HEV conforme o ritmo de eletrificação de cada país europeu. A SPA2 já é utilizada pelo EX90 e pelo ES90, enquanto a SPA3 estreia no EX60. A Volvo ainda não divulgou quais serão os novos modelos nem seus detalhes técnicos.

Os seis modelos restantes serão exclusivos para a China, desenvolvidos com a Geely e usando plataformas compartilhadas e uma estrutura de computação dedicada ao mercado chinês. A divisão regional é uma resposta a tarifas comerciais, restrições de tecnologia e diferenças nas preferências dos consumidores. A marca pretende, assim, adaptar a linha a cada mercado em vez de manter uma oferta global uniforme.

A Volvo também investirá em um novo sistema híbrido de terceira geração para clientes relutantes em adotar o elétrico puro. A empresa pretende dobrar sua participação no segmento BEV, mas não abandonará as motorizações híbridas. Os XC90 e XC60 híbridos plug-in receberam baterias maiores, com até 124 milhas de autonomia elétrica, cerca de 200 km, segundo o ciclo EPA.

O design será liderado por Thomas Ingenlath, que retornou à Volvo após comandar a Polestar. A empresa também prepara um novo modelo de negócios, com preços transparentes e entrega rápida, visando impulsionar seu EBIT acima de 8%.

E o Brasil?

A volta dos sedãs e peruas interessa diretamente ao mercado brasileiro. O ES90, que marca o retorno da Volvo ao segmento de sedãs no país, será lançado no segundo semestre de 2026. O modelo tem bateria de 106 kWh, que garante 524 km de autonomia pelo ciclo do Inmetro.

Ainda não há confirmação de quais dos 13 novos modelos chegarão ao Brasil. Mas a estratégia de ampliar a linha elétrica e recuperar carrocerias tradicionais pode abrir espaço para novos sedãs e peruas no país, em um momento em que a Volvo volta a diversificar sua oferta além dos SUVs.

Via Autocar