
A segunda geração (?) do BYD Dolphin Mini entrou em pré-venda na China, com reserva de CNY 2.000 (cerca de R$ 1.491, em conversão direta) pelo aplicativo da fabricante. O preço oficial ainda não foi divulgado, mas a expectativa é que o modelo custe menos de CNY 100 mil (aproximadamente R$ 74,6 mil).
A dúvida nisso de “segunda geração” é porque a BYD não confirmou se o modelo atual será aposentado. O novo está sendo chamado de Da Hǎi’ōu (大海鸥) na China, o que significa “Grande Gaivota” . Isso porque o nome real do modelo não é golfinho, mas gaivota, e a BYD do Brasil decidiu mudar para Dolphin Mini para lembrar o seu maior sucesso então, o Dolphin – que na China é o 海豚;, Hǎitún, “golfinho”.
A nova versão (ou geração) do hatch elétrico passou por mudanças importantes. O comprimento aumentou 425 mm, chegando a 4.205 mm, enquanto o entre-eixos passou a 2.650 mm. O crescimento altera o posicionamento do carro, que deixa de ser tão compacto quanto o modelo atual e passa a disputar espaço com rivais como o Geely EX2.
A cabine acomoda cinco ocupantes e traz o painel de instrumentos integrado visualmente à tela central. Outro destaque é o compartimento de 94 litros sob o capô do Super Dolphin Mini, além do porta-malas com capacidade de até 1.380 litros com os bancos traseiros rebatidos. Atendendo a gostos variados, o modelo será oferecido em seis cores: verde, laranja, branco, rosa, azul e cinza.
Motor traseiro e recarga ultrarrápida
Na parte mecânica, o novo Dolphin Mini terá motor elétrico traseiro de 95 kW, equivalentes a 129 cv, e duas opções de bateria: 30 kWh e 39,2 kWh. A autonomia declarada varia entre 320 e 420 km pelo ciclo CLTC. Em estimativas pelo padrão WLTP, os números ficam entre 262 e 344 km, embora os resultados possam variar conforme a configuração e as condições de uso.
A principal novidade pode estar na recarga. Informações divulgadas antes do lançamento indicam a possibilidade de recuperar a carga de 10% a 97% em apenas nove minutos. Esse número ainda precisa ser confirmado nas especificações definitivas e depende da potência de recarga disponível e das condições da bateria.
O hatch também poderá receber LiDAR instalado no teto, associado ao sistema de assistência à condução DiPilot 300. O equipamento seria opcional, portanto não deve ser tratado como item presente em todas as versões.
Brasil terá de esperar

Em junho, em um evento na sua fábrica na Bahia, o vice-presidente sênior da marca, Alexandre Baldy, afirmou que o novo modelo chegará ao Brasil, mas então falou que não chegaria “antes de 2028”. Até agora, a BYD não disse como vai resolver o problema do desengonçado nome que ele teoricamente teria: “Grande Dolphin Mini”.
Popular por aqui, o modelo atual continuará sendo produzido em Camaçari (BA) e vendido como opção de entrada. A nova versão ficará posicionada acima dele e, com carroceria maior, cinco lugares e motor de 129 cv, pode protagonizar uma disputa interessante com o Geely EX2 no mercado brasileiro (se outros postulantes não furarem a fila da concorrência em dois anos, claro).
Via CarNewsChina
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