Novo BYD Dolphin Mini com carregador flash atrás
Dolphin Mini e o carregador Flash (graphic design is my passion) | montagem evdrops com imagens de divulgação

A nova versão do Dolphin Mini (chamada “Grande Gaivota” em chinês) não apenas será maior e mais potente (algo que é confirmado) como também terá a capacidade de carregamento ultrarrápido (provavelmente).

A informação vem das mesmas imagens vazadas que mostraram os veículos no que aparentemente foi a gravação de um comercial da BYD na China. Jornalistas chineses notaram que há um carregador BYD Flash (provavelmente um mock-up, uma versão apenas para vídeo) sendo montado atrás dos carros.

Imagens vazadas do novo Super Dolphin Mini, mostrando um carregador BYD Flash sendo montado ao fundo
A imagem com o carregador ao fundo, à esquerda | Weibo/Reprodução

Não faria sentido preparar essa cena sem incluir o carregador BYD Flash com o novo Dolphin Mini. Portanto, ao menos a versão mais potente dele deve trazer a tecnologia de bateria BYD Blade 2.0 e o carregamento Flash que ela permite.

O que o carregamento rápido pode significar?

Qual seria a consequência disso? Presenciamos ao vivo um Denza Z9 GT, que tem uma bateria de 122,4 kWh, carregar de 10% a 97% em 9m31s. Essa bateria é três vezes maior que a esperada para o Super Dolphin Mini, mas isso não é realmente muito relevante: os limites de velocidade de carregamento de uma bateria com a mesma tecnologia tendem a ser proporcionais a seu tamanho, com o tempo total ficando próximo, independente da capacidade.

A velocidade de carregamento se mede pelo fator C, no qual 1C é uma hora para carregar a bateria completa. O número cresce num fator inversamente proporcional, em divisores de uma hora. Isto é, 2C = 1/2 hora = 30 minutos, 4C = 1/4 hora = 15 minutos e 6 C = 1/6 hora = 10 minutos. Falamos assim num número entre 6C e 7C.

Na prática, teríamos uma capacidade de carregamento menor que a do Denza Z9 GT, que “puxa” até 1.300 kW do carregador, para algo mais modesto, em torno de 400 kW – mas ainda assim dez vezes mais que o Dolphin Mini atual, limitado a 40 kW.

O que muda no novo Dolphin Mini

O que mais há de novidades no “Super Dolphin Mini”? O modelo cresceu 425 mm em comprimento e 150 mm na distância entre eixos, proporcionando espaço interno para cinco ocupantes. Agora, são 4.205 mm de comprimento, 1.810 mm de largura, 1.570 mm de altura e 2.650 mm de entre-eixos. A mudança mais notável é a transição para tração traseira com um motor de 95 kW (127 cv), contra 55 kW (75 cv) do modelo atual. Com isso, a velocidade máxima saltará para 150 km/h (dos 130 km/h atuais) e o carro terá a adição de um porta-malas dianteiro (frunk).

A nova geração também deverá estrear baterias LFP de 30 kWh e 39,2 kWh (a mesma capacidade das atuais), mas ao menos a maior possivelmente equipe a tecnologia Blade 2.0, que permite o carregamento ultrarrápido. Essas baterias oferecem autonomias CLTC de 320 km e 420 km.

O carro ainda ganha suspensão traseira multilink independente e poderá receber LiDAR no teto associado ao sistema God’s Eye B de condução autônoma – que já foi confirmado para o Brasil.

Foto do interior do novo Dolphin Mini mostrando a ausência de um painel de instrumentos
Interior do novo Dolphin Mini | BYD / Divulgação

Por dentro, o carro também muda bastante. O novo modelo abandona o quadro de instrumentos dedicado ao motorista em favor de uma tela central elevada – o que, sim, é permitido no Brasil (pesquisamos). Também adota volante de dois raios com seletor de marchas na coluna e reorganiza o console central com botões físicos, porta-copos, carregador sem fio e espaço aberto para objetos.

O novo modelo deixa, portanto, de ser um subcompacto de 3,78 metros para se aproximar de um hatch compacto. A BYD confirmou que o modelo chega à China ainda em 2026, mas preço e data exata continuam sem definição.

A BYD ainda não informou se o Dolphin Mini atual continuará a ser vendido ou se o novo modelo substitui totalmente a linha. No Brasil, o atual Dolphin Mini é montado em Camaçari (BA) e é o carro elétrico mais vendido do Brasil há mais de um ano. É quase certo que o novo modelo também chegue por aqui, dada a concorrência acirrada no mercado de entrada, no qual as opções são maiores e mais potentes, ainda que por um preço apenas ligeiramente maior.

Resta saber como a BYD do Brasil irá chamar o carro. Ela trocou o nome original de “Seagull” (gaivota, Hǎi’ōu em chinês) para “Dolphin Mini” porque o BYD Dolphin, que é completamente outro modelo, era um sucesso de vendas. O nome novo será “Grande Dolphin Mini”. Dolphin Minizão, talvez?

Via Liang Xiao Ping – Weibo