Xiaomi Vision Gran Turismo
Vision Gran Turismo | Xiaomi Auto / Divulgação

A Xiaomi começa a mirar outros mercados, além da China. Nesta semana, a empresa lançou seu primeiro site global e abriu canais oficiais nas redes sociais. O site é o xiaomiauto.com, também confirmando qual nome a marca deve adotar em mercados internacionais.

Por enquanto, o site é mais uma ação para introduzir a marca ao público ocidental. Ele possui uma apresentação da marca, galeria de imagens com o SU7 e o Vision Gran Turismo, e uma área para a imprensa (obrigado!).

A estratégia no momento é voltada ao mercado europeu, ainda que a marca não tenha anunciado quais modelos serão vendidos e em quais países europeus. Mas não é difícil prever, dada outra informação que a marca passou: a de que inicialmente irá priorizar países com mão inglesa – com o carro dirigindo pela esquerda e o motorista posicionado à direita no carro. Essa direção só é usada no Reino Unido, Irlanda, Malta e Chipre.

É uma decisão um tanto peculiar, dado que a própria China usa a mão francesa, como no Brasil. Talvez tenha ocorrido um erro de tradução.

Outra informação que a Xiaomi passou é que começará por países com mercados desenvolvidos e no segmento de luxo – a marca, afinal, tem supercarros mais potentes que Ferraris. Por fim, a data exata prevista para a expansão ainda está longe: é o quarto trimestre de 2027.

Assim, salvo alguma novidade inesperada, o Brasil terá que puxar uma cadeira para esperar.

Novo chip automotivo

A Xiaomi também entra na disputa entre montadoras chinesas por chips próprios para direção inteligente. A empresa apresentou seu primeiro chip proprietário para esse tipo de aplicação, o Xring D100, fabricado em processo de 3 nm e descrito como o primeiro chip chinês de alta capacidade computacional para direção inteligente produzido nessa litografia. O componente já passou pela validação e tem uso comercial previsto para 2027.

Falando do aspecto técnico do chip, destaca-se a CPU de 20 núcleos, NPU de 16 núcleos e suporte a até 160 GB de memória unificada. Segundo a Xiaomi, o D100 consegue executar localmente modelos de inteligência artificial com até 200 bilhões de parâmetros.

A escolha de um processo de 3 nm chama atenção porque supera, em litografia, alguns dos principais concorrentes. O Shenji NX9031 da Nio e o Mach M100 da Li Auto usam processos de 5 nm, enquanto o Xuanji A3 da BYD é produzido em 4 nm. A BYD, inclusive, já colocou seu chip em produção em massa, enquanto a Nio acumula mais de 300 mil unidades enviadas com seu semicondutor.

Isso não significa, porém, que o D100 seja automaticamente mais potente. A Xiaomi ainda não revelou a capacidade de processamento em TOPS, nem informou qual será o primeiro carro a utilizar o componente. Sem esse dado, a comparação de desempenho permanece limitada.

Via CnEVPost