A BAIC, confirmando as notícias dos últimos meses, anunciou oficialmente sua operação no Brasil durante o Festival Interlagos, em São Paulo. Ao todo, a empresa chinesa trabalhará com três marcas no país: BAIC, que ficará responsável pelos modelos híbridos; Arcfox, voltada aos crossovers elétricos; e Stelato, posicionada no segmento premium e sem data definida para estreia.
A operação começa pelos elétricos Arcfox T1 e T5. O T1 foi lançado na China há um ano (como Beta T1), terá pré-venda em outubro e chegará às lojas em novembro, mirando o disputadíssimo segmento de hatches e crossovers compactos elétricos de entrada.

Com 4,33 metros de comprimento e 2,77 m de entre-eixos, o T1 tem dimensões generosas para um hatch. O modelo tem opções de 94 cv ou 127 cv e baterias de 33,4 ou 42,3 kWh, podendo atingir até 425 km no ciclo CLTC (o que deve ficar em torno de 300 km pelo Inmetro).
Essas características colocam ele firmemente no segmento de entrada, próximo do Geely EX2 e o GAC Aion UT. Na China ele é vendido a partir CN¥ 62.800 (yuans, ~R$ 48 mil). Isso é mais barato que o Dolphin Mini, que começa em CN¥ 69.800 (~R$ 53 mil) .

Já o Arcfox T5 será o segundo modelo da operação e disputará o segmento de crossovers médios. São 4,69 metros de comprimento e 2,84 m de entre-eixos, colocando-o acima do BYD Yuan Plus em dimensões. Na China, ele possui versões elétricas com potência entre 252 cv e 272 cv e baterias generosas, entre 64,8 kWh a 79,2 kWh. Seu alcance chega a 660 km (novamente, CLTC, mas pode ficar acima de 500 km pelo Inmetro). O preço em casa começa em CN¥ 109.800 (~R$ 84 mil), mas pode chegar a CN¥ 199.800 (~R$ 154 mil), o que o posiciona entre o intermediário e o luxo.
Produção nacional à vista
A BAIC pretende chegar a até 50 concessionárias até dezembro, concentradas principalmente no Sudeste, e ampliar a rede para 150 pontos até o fim de 2027. O plano de produtos prevê dez veículos até 2028: dois elétricos em 2026, dois SUVs e uma picape em 2027 e outros cinco modelos em 2028.
A montadora também confirmou que revelará em setembro o local de sua futura produção no Brasil. A fábrica terá investimento da matriz chinesa e de um parceiro local. Na primeira etapa, a empresa pretende importar as peças individualmente, em vez de utilizar os regimes CKD ou SKD, como forma de reduzir o impacto tributário. O modelo é semelhante ao adotado pela GWM em Iracemápolis (SP).
Via BaicGlobal
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