
A BYD revelou o Dolphin G DM-i, versão híbrida plug-in do seu popular hatchback, com os olhos voltados para o mercado europeu. O modelo foi apresentado oficialmente antes do evento de lançamento programado para junho de 2026, quando os preços serão divulgados. As entregas para os primeiros clientes estão previstas para o quarto trimestre deste ano. E já existe a expectativa de desembarque no Brasil em 2027.
A confirmação foi feita por Stella Li, vice-presidente executiva global da montadora, durante o evento Future of the Car Summit, do Financial Times. Caso isso aconteça, a linha da BYD no Brasil passaria a contar com três versões: G (híbrida plug-in), GS (elétrica) e Plus (elétrica).
O Dolphin que já existe na Europa é exclusivamente elétrico (BEV). O Dolphin G DM-i representa não apenas um facelift profundo com design completamente renovado, mas também uma mudança de tecnologia e de estratégia de preço. O modelo torna-se o único hatchback híbrido plug-in do segmento B no mercado europeu, preenchendo uma lacuna que nenhuma outra montadora havia ocupado.
Com o sistema DM-i, a BYD consegue oferecer um veículo mais acessível que a versão elétrica anterior, eliminando duas barreiras clássicas para o consumidor europeu: o preço elevado e a limitação de autonomia em viagens longas.
Em termos de design, o Dolphin G DM-i segue uma linguagem visual própria, com faróis finos, entrada de ar ativa e dois canais de fluxo no para-choque dianteiro. O hatchback também se distingue por rodas com acabamento escurecido, maçanetas semiocultas e pilares traseiros blackout, um recurso que cria a ilusão de teto flutuante. O sistema de câmeras 360° é complementado por sensores de estacionamento dianteiros e traseiros.
A carroceria mede 4.160 mm de comprimento por 1.825 mm de largura, pintada na cor laranja revelada na apresentação. Em comparação com a versão elétrica pura do Dolphin vendida na Europa, o modelo híbrido é 130 mm mais curto e 55 mm mais largo. O interior adota acabamento preto com uma tela flutuante no painel e emblemas “G” nos encostos de cabeça.
Com autonomia combinada de 1.000 km, o Dolphin G DM-i mira diretamente os consumidores europeus que buscam transição para a eletrificação sem abrir mão da praticidade.
Destalhes do BYD Dolphin G DM-i
A BYD ainda não divulgou detalhes oficiais sobre o powertrain do Dolphin G DM-i. A expectativa é que o sistema seja próximo ao utilizado no Atto 2 DM-i, também comercializado como Yuan Up DM-i em mercados estrangeiros. Esse conjunto propulsivo é formado por um motor 1.5 a combustão de aspiração natural com 72 kW (97 cv) e um motor elétrico de 145 kW (194 cv), com potência combinada de 156 kW (209 cv).
No Atto 2 DM-i, estão disponíveis duas opções de bateria LFP: 7,8 kWh e 18 kWh, que garantem autonomia elétrica entre 40 e 90 km no ciclo WLTP. O Dolphin G DM-i, por sua vez, promete alcance total de 1.000 km combinando os dois modos de propulsão, dado confirmado oficialmente pela fabricante.
O lançamento formal está marcado para junho de 2026, ocasião em que serão reveladas as configurações completas e a tabela de preços. A BYD segue ampliando sua atuação global. No mês passado, a montadora entregou 149.600 unidades no mercado doméstico chinês, queda de 38,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, mas suas vendas globais, incluindo exportações, chegaram a 314.100 veículos, recuo de 15,7% no comparativo anual.
Via: Car News China
Deixe um comentário