Geely EX2 2027
EX2 2027 | Autohome / Reprodução

A imprensa chinesa revelou que a Geely deve lançar o ano-modelo 2026 (equivalente a 2027 por aqui) do EX2. O evento deve acontecer na próxima quinta (28 de maio), quando serão anunciados detalhes como o preço exato.

O que se sabe por enquanto é que o carro tem ligeiras mudanças cosméticas – um novo logo e nova decoração nas rodas, trocando o estilo “controle D-pad de videogame” por raios convencionais. Há uma nova câmera dianteira no paralamas que, especula a o site de notícias chinês Autohome, deve permitir o estacionamento automático e um “sentry mode”, que pode disparar o alarme a partir de comportamentos suspeitos de pedestres próximos.

No interior, há uma mudança fundamental em mover a chave de câmbio para uma alavanca no volante, seguindo o que a BYD fez nos seus modelos deste ano.

A atualização mais substanciosa são as baterias. Elas devem ir de a 35 kWh a 47 kWh – as versões anteriores tinham 30,12 kWh e 39,4 kWh. Apenas a maior foi vendida fora da China, incluindo o Brasil. O novo número coloca o Geely EX2 acima do Dolphin Special Edition, que chegou recentemente ao Brasil com 45,1 kWh, mas com uma potência muito menor: deve continuar a ser 85 kW (116 cv), versus 130 kW (177 cv).

Volante do Geely EX2 2027
Detalhe do volante, mostrando a nova chave de câmbio

Mas, aliadas à essa potência mais modesta, as novas bateria representam um aumento de 50 km em alcance (medido pelo ciclo chinês CLTC). Agora ele deve ficar em 460 km na versão com bateria maior (que, salvo mudança de estratégia, deve ser a que chega aqui). Isso significa que essa versão deve ultrapassar a marca simbólica de 300 km pelo ciclo do Inmetro (PBEV), que hoje dá 289 km de alcance para o modelo, ficando por volta de 315 km. Com mais de 300 km de alcance, é superada a marca informal do que chamaríamos de um “carro urbano”.

Será que o preço sobe?

Chamado em casa de Xingyuan (um desejo que se faz a uma estrela no céu), o Geely EX2 já é há mais de um ano o carro mais vendido na China.

Com tamanho e especificações próximos aos de um Dolphin GS, mas preço ligeiramente acima do do Dolphin Mini, ele destronou a BYD em casa. No Brasil, isso ainda não aconteceu: é o segundo modelo mais vendido após o Dolphin Mini, que mantém um domínio de 40% do mercado de elétricos puros.

A vantagem de preço pode ser difícil de manter: há atualmente uma inflação nos valores de carros elétricos na China. Os aumentos foram causados, ironicamente, pelo bloqueio do Estreito de Ormuz – o mesmo bloqueio que está fazendo mais gente se interessar por carros elétricos no Ocidente. A borracha sintética, usada no pneu e em outras partes, depende do petróleo, e países da região são importantes fornecedores de alumínio.

A Geely foi uma das poucas montadoras que ainda não anunciou reajustes. A BYD conseguiu lançar o novo ano-modelo do Dolphin Mini com um reajuste mínimo de 1.000 yuans (~R$ 740).

Além disso, o modelo da BYD é nacionalizado. Atuando em parceria com a Renault, a Geely prometeu fabricar aqui uma versão híbrida plug-in do EX5 (para ter uma motorização flex, única para o Brasil). Mas também falou em nacionalizar um segundo modelo, sem ainda dizer qual.

Quinta saberemos se se mantém a competitividade do segundo carro elétrico mais vendido do Brasil.

Via Autohome