A ProLogium Technology iniciou a produção em massa de baterias em estado sólido. A empresa espera produzir até 6.250 baterias completas anualmente, em sua fábrica em Taoyuan, Taiwan.
Baterias em estado sólido, vamos lembrar novamente, são vistas como um Santo Graal para carros elétricos porque são melhores em quase tudo, menos o preço. Com mais densidade energética, elas podem ou levar a carros mais leves ou a mais alcance em carros com o mesmo peso – ambas possibilidades altamente desejáveis. Também não são inflamáveis, podem operar a maiores temperaturas (e, com isso, serem carregadas mais rápido) e não precisam ter o formato de caixotão no assoalho.
As baterias de geração 3.5 da ProLogium alcançam 381 Wh/kg ou 903 Wh/l – isto é, cada kg dela contem 381 Wh de energia e cada litro armazena 903 Wh. Isso é mais ou menos o dobro da densidade de uma bateria BYD Blade 2.0. Esses números foram certificados por autoridades alemãs e estão de acordo com as normas chinesas, podendo equipar carros.

A capacidade total da bateria de grande volume entrando em produção piloto é de 185 Ah (amperes-hora), o que, numa arquitetura de 800 volts, daria 148,3 kWh. Isso é mais do que quase todas as baterias usadas em carros de luxo, que ficam na faixa de 100 kWh. O Denza N8, para ficar num exemplo, tem uma bateria de 130 kWh. A nova BMW iX3 tem 113,4 kWh.
A empresa afirma ainda que essa nova célula não entra em combustão mesmo quando submetida a situações extremas, como o disparo de uma bala, a temperaturas de até 170 °C ou a uma sobrecarga equivalente ao dobro da tensão nominal.
Clientes e expansão
A ProLogium já tem (provavelmente) clientes, com parcerias com a Mercedes-Benz e diversos provedores de soluções ocidentais. Ter baterias em estado sólido produzidas fora da China continental pode ser literalmente um Santo Graal para dar uma vantagem competitiva sobre os chineses – ou ao menos equidade, já que a empresa provavelmente também irá exportar para eles, dada a certificação.
A fábrica de Taoyuan, em Taiwan, começa com apenas 0,5 GWh anuais, volume equivalente, em teoria, a cerca de 6.250 baterias de 80 kWh. A ProLogium pretende ampliar essa capacidade para 1–2 GWh.
A expansão mais importante está prevista para Dunquerque, na França. A fábrica terá capacidade inicial de 4 GWh e poderá chegar a 44 GWh, com produção avançando até 2030.
Dito tudo isso, para o público, é importante dizer que a novidade ainda não significa um novo carro da Mercedes chegando às lojas com essa bateria. O que mudou é o estágio da tecnologia: a ProLogium saiu da demonstração e iniciou um piloto da produção industrial de larga escala. Não foram dadas informações sobre o que mais preocupa engenheiros ao falarem em baterias em estado sólido: sua durabilidade. Nem o que mais preocupa o financeiro: seu preço.
Via Prologium
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