A Xiaomi Auto, divisão responsável pelos sucessos automotivos SU7 e YU7, apresentou um carregador doméstico com capacidade para se conectar automaticamente ao carro por meio de um braço robótico.
O modelo, demonstrado na última sexta, foi prometido para o último trimestre deste ano. No vídeo é possível ver o carro parando numa vaga com limitadores e o braço se estende para iniciar o carregamento.
O robô tem 15 centímetros de largura, feito para caber em vagas estreitas. Ainda não há menção a preço.
Segundo a Xiaomi, há diversos cenários nos quais o carregador pode ser útil:
- Carregamento “preguiçoso”: o robô simplesmente inicia o carregamento ao parar na vaga, sem interação nenhuma do motorista;
- Desconexão automática: o robô desliga ao perceber que o veículo está carregado, ao atingir um percentual que pode ser configurado pelo usuário;
- Carregamento remoto: o dono pode ativar pelo celular o carregamento para um carro parado na vaga.
Além dessas características, o carro pode ser estacionado automaticamente (uma funcionalidade dos carros da Xiaomi, que até já assustou alguns usuários) em qualquer vaga, e isso funciona em conjunto com o sistema. Não é explicado se é preciso interação humana para abrir a portinhola, mas, como é o robô é controlado por um app da Xiaomi, certamente o app deve estar conectado também ao carro para fazer isso.
Outras propostas
Se a Xiaomi lançar mesmo seu produto, será o primeiro disponível ao público em geral.
No ano passado, a concorrente Li Auto afirmou estar desenvolvendo um braço robótico e a Aito demonstrou o sistema para parar o carro na vaga com seu M8. A Star Charge, fornecedora de carregadores e baterias estáticas, também apresentou seu modelo, chamado (adequadamente) Armstrong, que é pensado para ser usado com carros autônomos, não domésticos.
E a Tesla já havia prometido o carregamento robótico (como um braço em forma de tentáculo) há mais de dez anos, mas acabou desistindo em prol do carregamento sem fio – que também não veio ainda, mas é esperado para o Cybercab.
Falando nisso, essa é a provável real utilidade do sistema, para além da conveniência de motoristas: veículos autônomos. É a situação em que um carro não tem um humano para puxar o cabo para ele. Isso se aplica também a carros geralmente guiados por humanos, mas parando automaticamente em estacionamentos já pensados para essa função, que devem se tornar comuns no futuro.
Via CarNewsChina, ChinaZ
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