
Quando o advogado Andrew Imada recebeu uma ligação da BYD por seus ser o cliente número 300 mil, ficou desconfiado. “Achei que era golpe. ‘Como assim 300 mil, o que tem a ver?’”, afirma, em conversa com o evdrops, que esteve presente à celebração. “Mas aí pensei: não tem como ser, o telefone é o mesmo da concessionária. O pessoal ligou para confirmar e aí fiquei muito feliz, né? Eu amo a marca BYD então é uma honra estar aqui.”
Andrew é realmente um fã e parece estar fazendo uma coleção: o BYD Song Pro, que calhou de ser o 300.000º (pronuncia-se “tricentésimo milésimo”, conferimos no dicionário) emplacamento automotivo da BYD no Brasil, é o seu segundo eletrificado e segundo modelo da marca. Em outubro passado, ele já havia comprado um BYD King e, até o fim do ano, afirma que ainda terá um Dolphin Mini.
No evento de celebração, que aconteceu hoje (22 de junho) em São Paulo, o advogado recebeu uma chave gigante simbólica, uma camiseta do Corinthians (time para o qual ele torce, e que a BYD patrocina), e teve seu carro revelado sob uma capa com as cores do Brasil.
Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD Brasil, esteve presente ao evento para entregar a chave e respondeu perguntas de jornalistas. A maioria delas foi sobre a polêmica com a última manifestação da Anfavea, na sexta passada, exigindo (novamente) que o governo pare de conceder descontos para carros elétricos chineses, sob o argumento que são kits importados e isso pode levar à “desindustrialização”. Segundo o executivo, a BYD não pediu qualquer renovação além do já havia sido acordado anteriormente.
Os números e pretensões da BYD
Perguntamos a ele outra questão: quando a BYD espera atingir 1 milhão de unidades.
A isso ele respondeu: “Não existe essa projeção. Para nós, essa expectativa de vender 300 mil carros era mesmo um sonho… BYD, ‘build your dreams’, ‘construa seu sonho’. Ter emplacado 300 mil carros no Brasil é a realização de um sonho. Hoje a gente tem uma fábrica que recebe investimentos para que a gente tenha a capacidade anual de fabricar 300 mil carros e aguardamos licença na mesma unidade para que possamos criar um segundo complexo industrial e fabricar mais 300 mil carros. Então o potencial será de vender 600 mil carros no mercado do Brasil, o sul-americano e o latino-americano. Onde houver oportunidades, pelas relações bilaterais comerciais do Brasil com os outros países.”
A BYD havia atingido a marca de 200 mil carros em dezembro passado. Aumentar esse número em 50% levou menos de seis meses. Esta é a evolução das vendas mensais da marca (segundo dados da ABVE):
É possível ver claramente a explosão deste ano, que aconteceu a partir de fevereiro, depois de uma retração (de todos os fabricantes) em janeiro. De fato, o boom não beneficia apenas a BYD: recentemente, foi revelado que, de cada quatro carros elétricos nas ruas, um foi emplacado em 2026. E não estamos nem na metade do ano.


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