
Primeiro modelo elétrico da scuderia, a Ferrari Luce (antes Elettrica, como a pizzaria) foi flagrado em testes de rua por uma fonte ligada à Autoevolution. Sob camuflagem pesadíssima, ela não entrega muito, e parece mais uma minivan bem feia, mas a camuflagem é a mesma que a usada anteriormente num teaser da Ferrari.
De acordo com fontes do setor automotivo e estimativas de analistas internacionais, o superesportivo deve estrear com um posicionamento de preço altamente elitizado, superando a marca de 500 mil euros (aproximadamente R$ 3 milhões em conversão direta) antes mesmo da adição de qualquer opcional de personalização.
Proporções inéditas e design funcional nas ruas
Os flagrantes mais recentes do veículo de testes revelam escolhas de design estratégicas da engenharia italiana para lidar com a arquitetura elétrica. Visualmente, o modelo camuflado apresenta uma silhueta que mescla elementos de um crossover de teto baixo com as proporções alongadas de um shooting brake (um estilo de perua esportiva).
Essa escolha de carroceria não é meramente estética: veículos elétricos de alto rendimento exigem um espaço considerável no assoalho para acomodar os pacotes de baterias de íons de lítio sem comprometer o centro de gravidade.
Para tentar despistar entusiastas e fotógrafos de segredos automotivos, os protótipos em testes ainda utilizam saídas de escapamento falsas na traseira. No entanto, a ausência de ruído de combustão interna e as respostas imediatas de aceleração confirmam a natureza 100% elétrica do conjunto motriz.
Bom, a Ferrari decidiu manter o modelo em segredo até o final de maio, quando será oficialmente apresentado. No entanto, extraoficialmente, já é possível ter um vislumbre da Ferrari Luce EV, graças à computação gráfica. E quem já fez uma visão do esportivo elétrico foi o profissional de designer automotivo Andrei Avarvarii. O artista é conhecido internacionalmente pela criação de ilustrações fotorrealistas e projeções digitais (CGI) de carros do futuro:

O desafio do som autêntico na Ferrari Luce EV
A transição para a eletrificação pura traz desafios técnicos que vão além da velocidade em linha reta. Em um superesportivo elétrico, a entrega de torque (a força de tração instantânea) é imediata, o que exige sistemas complexos de vetorização de torque.
Para explicar de forma simples: computadores de bordo gerenciam de forma independente a força enviada para cada uma das rodas em milissegundos, garantindo que o carro contorne curvas fechadas com a mesma estabilidade de um modelo de competição.
Outro ponto focal do desenvolvimento é a identidade sonora do veículo. Segundo comunicados anteriores da diretoria da Ferrari, o modelo não adotará o silêncio absoluto e tampouco utilizará sons artificiais sintetizados por computador que imitam motores antigos.
A engenharia da marca trabalha na calibração de uma “assinatura sonora autêntica”, que amplifica as frequências acústicas naturais geradas pelos próprios motores elétricos e inversores durante a aceleração, criando uma experiência tátil e auditiva inédita para o motorista.
Produção concentrada no novo “E-Building”
A infraestrutura para dar vida ao projeto já está operacional na Itália. A Ferrari Luce EV será montada no recém-inaugurado e-building, uma instalação de alta tecnologia integrada ao complexo de Maranello.
Essa fábrica foi projetada especificamente para produzir os componentes elétricos estratégicos da marca, incluindo os motores elétricos de nova geração, inversores de alta tensão e os próprios pacotes de baterias, mantendo a flexibilidade para produzir também veículos híbridos e a combustão em linhas paralelas.
O lançamento oficial e a revelação do design final do superesportivo elétrico da Ferrari estão programados para ocorrer ao longo do horizonte de 2026. A chegada do modelo promete redefinir o teto de preços e exclusividade do segmento, estabelecendo uma concorrência direta com hipercarros artesanais e edições limitadas do mercado global de eletrificação.
Via: Autoevolution
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