Braço robótico do novo carregador da Geely de 2,25 MW
Braço do novo carregador | Geely / Divulgação

A Geely anunciou hoje seu concorrente para o carregador BYD Flash, que atualmente é o mais rápido disponível para qualquer consumidor no mundo: um sistema que conta até com um braço robótico, e capacidade para até 2,25 MW de carregamento. Isso é quase vinte vezes a potência de um carregador rápido de 120 kW típico de um posto de estrada no Brasil, e também mais que os 1,5 MW da concorrente.

Segundo a Geely, com seu novo sistema, é possível carregar de 10% a 97% em 8 minutos e 40 segundos – cerca de um minuto mais rápido que o observado no teste prático que presenciamos do carregador BYD Flash. A fabricante também está instalando um sistema de inteligência artificial com aprendizado de máquina nos novos modelos, de forma a dar segurança ao sistema.

A corrida dos carregadores

Montadoras como a BYD e a Geely notaram que não adiantaria de muita coisa lançar veículos com capacidade de carregamento absurda se não existisse lugar para fazer uso desse potencial. A BYD saiu na frente, em fevereiro deste ano, com um plano de instalar 20 mil de seus carregadores Flash na China – em agosto, ela chegou a 10 mil. E ela ainda prometeu mil deles no Brasil, sem dar uma data exata – está ainda no primeiro.

De começo, apenas os carros no topo da linha dessas montadoras podem fazer uso dessas capacidades. No caso da BYD, são aqueles equipados com a bateria Blade 2.0 – aqui no Brasil, apenas o Denza Z9 GT é capaz de aproveitar a potência do carregador Flash. Para fazer uso de sua novidade, a Geely conta com modelos de suas submarcas Zeekr e Lynk & Co.

Enquanto isso, no Ocidente, o carregador mais rápido é o ChargePoint Express Solo, com 600 kW, seguido pelo Tesla Supercharger V4, com 500 kW. A China está vencendo por um fator de 275%. No evento de lançamento do novo carregador, o executivo da Geely Zhang Dewang afirmou à agência Reuters que a tecnologia atual está chegando ao limite e que os avanços devem se tornar marginais no futuro.

Do ponto de vista do consumidor, a marca do tempo do cafezinho no posto para o carregamento já havia sido atingida.

Via Reuters