A imagem mostra a sinalização de uma vaga de recarga para veículos elétricos pintada diretamente no asfalto, em tinta branca
O objetivo é ampliar a qualificação profissional e impulsionar pesquisas voltadas à transição energética | Pexels

O Ministério da Educação (MEC) oficializou a criação do Programa para o Desenvolvimento em Energias Renováveis e Eficiência Energética na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, chamado EnergIFE. A medida foi publicada no Diário Oficial da União de quinta-feira (21/05), por meio da Portaria MEC nº 456, de 19 de maio de 2026.

A iniciativa posiciona a mobilidade elétrica e as energias renováveis entre os principais focos estratégicos da formação técnica e tecnológica no Brasil. O objetivo do programa é ampliar a capacitação profissional, incentivar pesquisas aplicadas e fortalecer o desenvolvimento de soluções voltadas à transição energética, tema que vem ganhando protagonismo na indústria automotiva, no setor energético e na economia global.

Entre os principais focos do EnergIFE estão a formação de mão de obra qualificada para atuar em segmentos como veículos elétricos, sistemas de recarga, armazenamento de energia, eficiência energética e geração limpa. A proposta também busca aproximar os institutos federais e centros de ensino técnico das demandas reais do mercado, criando um ambiente favorável à inovação tecnológica e ao empreendedorismo.

De acordo com a portaria, o programa será estruturado em seis áreas temáticas: energia solar, energia eólica, armazenamento de energia, biocombustíveis, eficiência energética e gestão de energia, além da mobilidade elétrica. O texto prevê ainda ações integradas em infraestrutura, pesquisa, desenvolvimento tecnológico e parcerias institucionais.

Na prática, as instituições da Rede Federal poderão desenvolver projetos em conjunto com empresas, universidades e organizações públicas e privadas, ampliando a pesquisa aplicada e a criação de tecnologias voltadas à eletrificação da mobilidade e à sustentabilidade energética. A expectativa é que laboratórios, centros de pesquisa e programas de capacitação sejam fortalecidos em diferentes regiões do país.

Outro ponto relevante é que o EnergIFE cria uma estrutura nacional de governança para acompanhar os resultados do programa. O modelo prevê atuação em rede, definição clara de responsabilidades, monitoramento por indicadores de desempenho e foco em eficiência na aplicação dos recursos.

Com o lançamento do EnergIFE, o MEC reforça o papel da educação profissional e tecnológica como peça-chave para preparar o Brasil para a nova economia de baixo carbono. A medida acompanha o avanço da eletrificação automotiva, o crescimento dos investimentos em energia limpa e a demanda crescente por profissionais especializados em tecnologias sustentáveis.

O financiamento do programa dependerá da disponibilidade orçamentária e poderá ocorrer de forma compartilhada, inclusive por meio de cooperação com outras instituições. A nova regulamentação também revoga normas anteriores publicadas em 2022 relacionadas ao tema.

Fonte: Imprensa Oficial