Enfim, ele chegou: o “Grande Dolphin Mini” acaba de abrir vendas para o consumidor chinês e uma grande dúvida a respeito de um modelo que melhorou em tudo foi respondida: quanto custa a mudança? E a resposta é: não só vieram os avanços prometidos, mas com um desconto.

O preço da versão mais básica da nova geração é menor que o da versão mais básica atual. Ela custa CN¥ 65.900 (yuans) – cerca de R$ 49.500 na cotação atual.

O Dolphin Mini de primeira geração, vendido até agora, tinha sua versão mais básica em CN¥ 69.900 (~R$ 52.500). Por aqui, ela é oferecida como GL e sai a R$ 109.990 – na prática, já que o preço de tabela é R$ 118.990. Esse valor seria difícil de justificar quando o GS (versão de “luxo” com muitas coisas a mais, inclusive bateria) sai a R$ 119.990. Então o preço com desconto é o preço “oficial”.

Com esses números em mãos, podemos calcular o quanto, se o preço se mantiver na mesma proporção atual em relação ao preço chinês, o novo Dolphin Mini poderia ser vendido por aqui: com 109% de ágio, sairia a pouco mais de R$ 103 mil.

Isso na versão mais básica. O novo Dolphin Mini chega em 5 opções:

VersãoPreço na ChinaConversãoProporcional
Vitality EditionCN¥ 65.900,00R$ 49.498,38R$ 103.451,61
Freedom EditionCN¥ 72.900,00R$ 54.756,17R$ 114.440,40
Ease EditionCN¥ 75.900,00R$ 57.009,51R$ 119.149,89
Flight EditionCN¥ 82.900,00R$ 62.267,31R$ 130.138,68
Smart EditionCN¥ 99.900,00R$ 75.036,24R$ 156.825,74

A principal diferença entre as versões é o tamanho da bateria. As versões Ease, Flight e Smart ganham a bateria de a 39,2 kWh e um alcance de 420 km. Isso representa um aumento de 3,7% em relação aos 405 km do Dolphin Mini GS atual (tudo de acordo com o padrão de testes chinês CLTC). As versões básicas contam com a bateria de 30,1 kWh e 320 km de autonomia.

As capacidades de bateria são basicamente idênticas às das geração atual (30,08 kWh no GL e 38 kWh no GS). Mas isso não significa que nada avançou: com a tecnologia Blade 2.0, agora ele pode carregar nas estações BYD Flash a 300 kW – o atual é limitado a 40 kW. Na prática, a BYD promete ir de 10% a 70% em 5 minutos. De quebra (ao menos na China), ela oferece um ano de carregamento grátis nessas estações.

O que há na versão mais cara para justificar tanta diferença? Um sistema de LiDAR, permitindo condução autônoma pelo sistema God’s Eye (prometido para o Brasil).

O que muda?

A potência se divide em duas categorias: 85 kW (115 cv) para as duas versões mais básicas e 95 kW (129 cv) para as avançadas. A tração vai para a traseira, permitindo ao carro ganhar um frunk. E a suspensão traseira passa a ser multi-link.

E a nova geração tem seis cores de exterior: Lime Green (verde), Berry Pink (rosa), Cream White (creme), Mango Orange (laranja amarelado), Ice Coconut Blue (azul) e Sesame Grey (cinza).

Abaixo, a comparação completa entre os modelos:

Característica1ª Geração2ª Geração
Comprimento3.780 mm4.205 mm
Largura1.715 mm1.810 mm
Altura1.580 mm1.570 mm
Entre-eixos2.500 mm2.650 mm
Porta-malas230 LND
Frunk–94 L
Espaço interno (banco rebatido)930 L1.380 L
Plataformae-Platform 3.0e-Platform 3.0 Evo
Disposição / TraçãoMotor dianteiro (FWD)Motor traseiro (RWD)
Potência55 kW (75 cv)85 kW a 95 kW (115 cv a 129 cv)
Torque135 Nm (13,8 kgfm)~200 a 220 Nm
Aceleração (0 a 100 km/h)14,9 segundos~8,5 a 9,5 segundos (estimado)
Bateria (Química)Blade LFP Blade LFP 2.0
Autonomia (Inmetro)280 km~290 km (estimado)
Autonomia (Ciclo CLTC)415 km420 km
Potência de Recarga DC40 kW 300 kW
Recursos de ConfortoAjuste manual/básico, tela de 10,1″Bancos com massagem/ventilação, tela de 12,8″ ou 15,6″, ADAS nível 2

E aqui uma comparação visual:

Comparativo do Grande Dolphin Mini novo lado a lado e antigo
Comparativo das duas versões do Dolphin Mini, com a segunda geração à esquerda | Reprodução

Pelo lado negativo, o novo Dolphin Mini perdeu o painel de instrumentos. Agora é tudo na tela central. E sim, isso é permitido no Brasil.

(Culpa nossa por falar mal, chamando o painel de “celular”.)

Quando chega ao Brasil?

A segunda geração do Dolphin Mini é uma resposta direta ao Geely EX2, que tomou do Dolphin Mini o lugar de carro mais vendido do país em maio do ano passado. Aqui no Brasil, o EX2 se tornou o único elétrico que não é da BYD a vender mais de 5 mil exemplares num mês. Mas teve um crash em suas vendas no mês passado, no que analistas ouvidos pelo evdrops enxergam ser causado por falta de estoque e longas filas. Quando a produção do EX2 for nacionalizada, até o fim do ano, isso pode mudar.

Por enquanto, o Dolphin Mini segue como não só o primeiro lugar, como o único elétrico a ter relevância em vendas diretas e o único cujas vendas subiram num mês em que vendas de carros elétricos caíram 18,5% (provavelmente pelas questões de estoque já faladas).

Em junho, o vice-presidente Alexandre Baldy chegou a dizer que a chegada não seria antes de 2028. Possivelmente essa decisão acabe sendo antecipada se, com a produção nacional, o EX2 começar a fazer por aqui o que já fez na China.

Via CnEVPost