
Os ônibus elétricos podem tornar o transporte público mais barato nas cidades brasileiras nos próximos anos. Essa é uma das principais conclusões do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), elaborado pelo BNDES em parceria com o Ministério das Cidades, segundo informações do Diário do Transporte.
De acordo com o levantamento, embora os ônibus elétricos tenham um custo de aquisição superior ao dos modelos movidos a diesel, eles apresentam despesas operacionais significativamente menores ao longo da vida útil. Essa economia pode contribuir para a redução das tarifas pagas pelos passageiros, diminuir a necessidade de subsídios públicos e aumentar a rentabilidade das empresas de transporte.
Além do menor gasto com energia e manutenção, os veículos elétricos trazem benefícios ambientais. Como não emitem gases poluentes durante a operação e produzem menos ruído, ajudam a melhorar a qualidade do ar e a reduzir a poluição sonora nos centros urbanos.
A frota de São Paulo concentra atualmente a maior parte dos ônibus elétricos no país. Segundo dados da SPTrans citados pelo estudo, a capital paulista possui 1.759 ônibus elétricos, o equivalente a cerca de 80% da frota elétrica brasileira. A administração municipal estima que o custo mensal com energia de um ônibus elétrico seja cerca de cinco vezes menor do que o gasto com combustível de um veículo movido a diesel.
Apesar das vantagens, o estudo destaca desafios para ampliar a eletrificação do transporte coletivo. Entre os principais obstáculos estão a dependência da importação de baterias, a necessidade de ampliar a infraestrutura de recarga e reforçar as redes elétricas urbanas, além de questões relacionadas à cadeia produtiva nacional (atualmente, 59% dos componentes dos ônibus elétricos são produzidos no Brasil).
O ENMU estima que o Brasil incorpore 6,6 mil ônibus elétricos nos próximos 30 anos. Para esse mesmo período, o estudo prevê investimentos de aproximadamente R$ 437 bilhões em infraestrutura de mobilidade urbana nas 21 maiores regiões metropolitanas do país. O plano inclui cerca de 3 mil quilômetros de corredores de ônibus e sistemas de alta capacidade, além da aquisição de 2,4 mil veículos metroferroviários, com o objetivo de tornar o transporte público mais eficiente, sustentável e economicamente viável.
Via Diário do Transporte.
Deixe um comentário