
As informações são da ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico): no primeiro semestre de 2026, o Brasil emplacou 589 ônibus elétricos. Esse número representa um crescimento de 92,5% em comparação com o mesmo período no ano passado, que emplacou 306 unidades. E também já representa 70% do total de vendas em todo o ano de 2025, que foram 844.
Segundo a associação, 80% desses ônibus foram feitos no Brasil, por empresas como Eletra, BYD e Marcopolo. Entre as fabricantes nacionais, a Eletra ficou na primeira posição, com 224 emplacamentos (38% de participação de mercado). A Mercedes-Benz vem em segundo, emplacando 113 (19,2%). E a BYD vem em terceiro com 109 unidades (18,5%).
Adoção extremamente concentrada
A grande maioria desses números vem das ações da cidade de São Paulo para eletrificar sua frota. A capital paulista respondeu por 72,8% dos emplacamentos no semestre. Duas entre as cinco cidades a registrar mais vendas são da região metropolitana de São Paulo: São Bernardo do Campo e Osasco. E, após a quinta posição, as demais cidades têm duas compras (Rio de Janeiro, Confins e Itapevi) ou uma só (Curitiba, Nova Europa e Santos).
| Cidade | Emplacamentos |
|---|---|
| São Paulo (SP) | 429 |
| Brasília (DF) | 90 |
| São Bernardo do Campo (SP) | 19 |
| Aracaju (SE) e Goiânia (GO) | 15 |
| Osasco (SP) | 12 |
Em relação ao mercado total de ônibus, os números começam a se aproximar de onde estavam os carros no ano passado: segundo a Fenabrave, até junho de 2026, haviam sido emplacados 12.990 ônibus no Brasil (incluindo ônibus de longa distância, não só o transporte urbano). Os 589 elétricos são assim 4,5% das vendas no semestre. Entre automóveis, os carros elétricos representaram 8,3% dos emplacamentos no semestre.
(Estamos considerando apenas elétricos puros, já que os ônibus também são apenas elétricos puros.)
Um número mais vistoso pode ser obtido apenas considerando junho: aí, com 278 emplacamentos (47% do semestre), as vendas subiram 717,6% no anual. Mas a ABVE alerta que isso não pode ser lido da mesma forma que os aumentos de três dígitos vistos na comparação anual dos carros. A associação lembra que há grandes oscilações mensais por conta de entregas em massa ligadas a processos de licitação, contratos, e os cronogramas dos fabricantes.
Mesmo com as vendas imensamente concentradas em poucos locais, é possível ver que há já uma adoção em larga escala na maior cidade do país, o que atua como uma espécie de piloto para outros municípios. Possivelmente, é questão de tempo até a tendência se espalhar para mais capitais.
Via ABVE
Deixe um comentário