Caminhonete Rivian R1T
A caminhonete R1T | Rivian / Divulgação

O Grupo Volkswagen acaba de investir US$ 1 bilhão na Rivian e, com isso, se tornou o seu maior acionista. Agora, o conglomerado alemão possui 15,9% de suas ações, contra 11,8% da Amazon, que estava nessa posição anteriormente.

A compra estava prevista no acordo que criou a joint venture Rivian-Volkswagen Technologies (RV Tech) em 2024. A Rivian data de 2009, criada ainda no vácuo do lançamento do Tesla Roadster, em 2008. É especializada em veículos maiores: SUVs e picapes, os favoritos nos Estados Unidos.

Em 2025, ela vendeu 42.284 unidades – uma queda de 18% em relação ao ano anterior. A marca está presente basicamente nos EUA e Canadá, ambos sendo países que enfrentaram sérios reveses em suas políticas de eletrificação no ano passando, fazendo com que a América do Norte se tornasse a única região do mundo onde as vendas de elétricos caíram em 2025.

Porém, recentemente, a Rivian firmou um acordo para prover 50 mil unidades de seu modelo R2 para a Uber transformar em robotáxis. Isso significa que a marca ainda têm mais fôlego do que as vendas recentes fazem parecer.

Possível conflito de interesses

Mas o interesse na parceria está possivelmente mais em desenvolver tecnologias com o know how de uma montadora especializada do que em vender os produtos da Rivian. A própria Volkswagen em breve entrará no mercado com um concorrente, a Scout Motors, que produzirá apenas caminhonetes – gerando um possível conflito de interesses.

Como o controle da VW não é absoluto, ela precisa responder ainda a outros acionistas. Então não é provável que simplesmente absorva a marca, mas talvez busque achar um nicho diferente e para mais países. Por meio de um executivo, a VW já afinal afirmou que deverá trazer seus modelos da ampla linha chinesa ao Brasil, e, mais recentemente, que fará o mesmo para a Europa. Com um amplo portfólio de eletrificados, e como a terceira maior fabricante mundial do setor, a Volkswagen parece disposta a fazer testes em múltiplos mercados.

Via autoevolution