Navio BYD Explorer 01 entregando carros
Entrega do BYD Explorer 01 | BYD / Divulgação

Saíram os números internacionais da BYD em outubro e, ainda que a marca continue enfrentando dificuldades em casa, eles são altamente positivos no quadro geral.

A BYD vendeu 490.168 carros no mês. Desses, 319.974 (65,28%) foram vendidos na China e 170.194 (34,72%) no exterior – entre os quais 24.051 (14,13% das vendas internacionais) foram no Brasil (dados da Fenabrave). E, desse total, a maioria (305.743) é formada por elétricos puros (BEVs).

Para se ter uma ideia do significado do Brasil, o segundo país onde a BYD mais vendeu fora de casa foi a Espanha, com 5.306 unidades – pouco mais que um quinto do volume do Brasil.

O número representa um crescimento de 16,98% em comparação a setembro passado. É um avanço considerável, mas, pressionada pela competição extrema na China, a BYD ainda está abaixo do ano passado. No total anual, a BYD acumula 3.621.744 unidades no ano – o que, movido pela crise na China, é um pequeno declínio em comparação ao ano passado, de 2,16%, mas representa uma curva de melhoria em relação ao começo de ano ruim para a marca.

Como é possível se observar no gráfico abaixo do CnEVPost:

Gráfico de vendas da BYD nos últimos 3 anos, terminando em outubro de 2026
Vendas da BYD nos últimos 3 anos | Gráfico: CnEVPost

As vendas de outubro da BYD superam por margem considerável a produção trimestral inteira de EVs nos Estados Unidos, que foi de 262.649 unidades no último trimestre fechado (julho a setembro). Ainda que o país não esteja em seu melhor momento, perdendo para o Brasil no market share de elétricos e híbridos, é indiscutível que foi lá que nasceu a onda atual de eletrificação, com a Tesla. Que ninguém aposte seu Dolphin Mini, mas quem sabe as mudanças políticas recentes possam alterar alguma coisa nisso.

Quanto à Europa, está bem à frente dos EUA: foram 422.000 elétricos puros emplacados no continente apenas em setembro. Mas as marcas europeias respondem por cerca de 50% desse volume, com a Tesla na liderança, seguida por marcas coreanas e chinesas.

Via CnEVPost