
A BYD vive um momento curioso: a empresa apresenta lucro, mesmo estando com números em queda na China. Atualmente, as exportações se tornaram um dos principais motores do negócio, representando 44% do volume total e 53% da receita do grupo, compensando a queda nas vendas internas e ajudando a empresa a melhorar sua rentabilidade.
No segundo trimestre de 2026, a montadora registrou lucro líquido de 8,2 bilhões de yuans, alta de 30% em relação ao mesmo período do ano anterior e encerrando quatro trimestres consecutivos de queda. O resultado chama atenção porque veio mesmo com uma retração de 3% na receita trimestral, indicando que a BYD está conseguindo ganhar mais dinheiro mesmo sem aumentar o faturamento na mesma proporção.
O que puxa os números da empresa para baixo são justamente os resultados na China. O mercado local atravessa uma forte disputa de preços, com BYD, Geely, Xiaomi e outras fabricantes abaixando o preço de forma agressiva, tentando preservar a posição no mercado. Como resultado, as vendas domésticas da BYD caíram 14,34% em agosto na comparação anual e acumulam retração de 32,72% nos primeiros oito meses de 2026.
Para compensar essa fraqueza, a BYD tem dependido fortemente da expansão internacional. Em agosto, foram 189.466 veículos vendidos fora da China, alta de 134,45% sobre o mesmo mês de 2025. O resultado ajudou a empresa a chegar a 440.293 veículos de nova energia (NEVs) no mês, seu melhor desempenho mensal em 2026 e 17,84% acima de agosto do ano passado.
Esse crescimento foi puxado principalmente pelos modelos 100% elétricos (BEVs), que atingiram recorde de 256.230 unidades. Os híbridos plug-in (PHEVs), por outro lado, cresceram apenas 3,05%. Ainda assim, o volume acumulado no ano permanece 6,84% abaixo de 2025, mostrando que a recuperação ainda não apagou a fraqueza do mercado chinês.
Por enquanto, tudo bem
O mercado chinês passa por uma realinhamento no qual a BYD continua sendo a maior marca, mas vem perdendo espaço para concorrentes como a Geely, com o EX2 ocupando desde maio do ano passado o posto de carro mais vendido da China.
No momento, a BYD a expansão internacional permite à empresa distribuir melhor seus custos. A questão agora é saber até onde esse crescimento pode avançar sem reproduzir, em outros mercados, a mesma guerra de preços vista na China. Por aqui, a empresa sentiu a pressão da concorrência, mas continua em situação confortável, com quase 50% do mercado de elétricos.
Via Autoblog
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