
No último dia 24, a Administração Nacional de Energia da China apresentou seus dados sobre a infraestrutura de recarga de veículos elétricos. O total de pontos de recarga no país, medidos no final de maio, chegou a um total de 22,5 milhões, contando pontos domésticos. Levando em conta apenas pontos de carregamento públicos, o total é de 4,95 milhões.
Essa é, de longe, a maior infraestrutura de recarga no mundo. O segundo lugar, a Coreia do Sul, tem cerca de 500 mil carregadores e o terceiro, os EUA, 240 mil.
A China fechou 2025 com 47,3 milhões de veículos de novas energias (BEVs e PHEVs) e vendeu mais 12,9 milhões desde o começo deste ano, o que significa que há cerca de 60 milhões de EVs circulando pelo país. Assim, há por volta de 2,6 veículos para cada carregador. Ou, considerando apenas os públicos, 12 EVs por carregador.
O número chinês também indica um alto percentual – 78% – de carregadores privados. Esses cresceram mais rápido, 50% no ano a ano.
Como a infraestrutura de recarga do Brasil se compara?
O Brasil não tem estatísticas de carregadores privados, mas sabemos o número de públicos: 24.429 pelos últimos números da ABVE (um ducentésimo dos carregadores chineses). O Brasil tem cerca de meio milhão de veículos plug-in (o que é menos de um centésimo do número da China). Assim, temos cerca de 20 EVs para cada carregador público no Brasil.
Para cada carregador brasileiro, há 200 na China e, para cada carro eletrificado, há 120 por lá. Não parece tão ruim assim? Existe porém a questão da velocidade: a potência média de carregamento na China é de 48,89 kW, o que é carregamento rápido. Por aqui, apenas 8.601 dos pontos públicos são de carregamento rápido.
Mas há uma boa notícia para nós na comparação. O total de unidades de recarga pública subiu 25,9% em um ano, enquanto, por aqui, houve um acréscimo de 33% em apenas 3 meses. Significa que, se o status quo ainda é precário, a infraestrutura está acompanhando o crescimento da frota – e, na verdade, se movendo um pouco acima de seu crescimento no período, que foi de 23%.
Na China, a infraestrutura de carregamento é um assunto nacional, com o último Plano de Três Anos, divulgado em outubro passado, prevendo o aumento da infraestrutura nacional para 28 milhões de carregadores até o final 2027.
No Brasil, por enquanto, há uma minúscula promessa: o projeto de lei 497/2025, prevendo isenção de imposto de renda para quem instalar infraestrutura. E foi criado recentemente o Departamento de Eletromobilidade no Ministério de Minas e Energia que pode, quem sabe, talvez, tomar alguma decisão nesse sentido.
Via NEAC
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